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Grande tour pelo sul do Peru: roteiro de 2 semanas

Grande tour pelo sul do Peru: roteiro de 2 semanas

Cusco: Machu Picchu + Tourist Train + Entrance Ticket

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O circuito completo pelo sul do Peru

Duas semanas são suficientes para conhecer o sul do Peru adequadamente — não de forma exaustiva, mas com a profundidade que a região merece. Este roteiro parte de Lima rumo ao sul pelo litoral desértico até Paracas e as Linhas de Nazca, depois adentra e sobe para Arequipa (a Cidade Branca, a 2.335 m), entra no Cânion do Colca para ver cóndores ao amanhecer, atravessa o altiplano para Puno e o Lago Titicaca, e finalmente chega a Cusco e Machu Picchu como grande finale.

A direção de viagem — costa para as montanhas — não é arbitrária. Espelha o gradiente de altitude: você começa ao nível do mar, passa quatro dias entre o nível do mar e 2.335 m, depois sobe gradualmente para o altiplano (3.820 m) antes de entrar no mundo de Cusco (3.400 m). Quando você chega a Cusco — no nono dia — está em altitude há quatro a cinco dias. Esta é a abordagem fisiologicamente mais sensata para os Andes em qualquer circuito pelo sul do Peru.

O que este roteiro não inclui: a Amazônia (requer uma extensão separada de 3 dias para Puerto Maldonado — veja o roteiro de 7 dias Cusco e Amazônia); Rainbow Mountain (pode substituir ou estender os dias em Cusco — veja o roteiro de Rainbow Mountain); e os treks da Trilha Inca ou Salkantay (exigem de 4 a 5 dias e deslocariam outros elementos — veja o roteiro da Trilha Inca).

Entrada internacional: A maioria dos visitantes voa para o Aeroporto Internacional Jorge Chávez de Lima (LIM). De lá, todas as conexões seguintes são domésticas ou terrestres.


Dia 1: Lima — chegada e instalação

Altitude: Nível do mar

Chegue em Lima, transfira-se para Miraflores ou Barranco. Lima numa visita curta é sobre a gastronomia, os penhascões do Pacífico e o centro colonial. Se o voo chegar a tempo, jantar em Miraflores é um evento em si — esta é a cidade que produziu Gastón Acurio e atualmente concentra o maior número de restaurantes bem avaliados da América Latina. Mesmo uma simples cevichería em Miraflores (S/50–80 por um almoço completo de ceviche com leche de tigre e chicha morada) diz algo sobre a cultura gastronômica peruana que nenhuma outra cidade consegue replicar.

Onde se hospedar: Hotéis intermediários em Miraflores (S/280–500 duplo). A área do Larcomar nos penhascões coloca você próximo ao calçadão beira-mar e aos melhores restaurantes sem o clima de distrito de negócios de San Isidro.


Dia 2: Lima — Paracas de ônibus

Altitude: Nível do mar

Manhã: o tour histórico por Lima cobre a Plaza Mayor, as catacumbas da Catedral (S/20) e o Chinatown (Barrio Chino) em 3 a 4 horas. O Museu Larco (S/40) no Pueblo Libre — uma coleção de classe mundial de ouro, têxteis e cerâmicas pré-colombianos — exige uma tarde separada e vale a pena se as civilizações pré-incas lhe interessam.

No início da tarde, pegue o ônibus da Cruz del Sur ou Oltursa de Lima para Paracas (aproximadamente 4 horas, S/60–90). A rodovia desértica ao sul de Lima passa por terreno costeiro árido que nada lembra o Peru andino — dunas à direita, Pacífico à esquerda. Chegue em Paracas no início da noite. Jantar no porto; frutos do mar frescos são a escolha óbvia.

Onde se hospedar em Paracas: A pequena vila portuária tem uma fileira de hotéis intermediários (S/200–400) perto do porto. O Doubletree Hilton é a opção de luxo. Duas noites aqui permitem as Ilhas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas no terceiro dia.


Dia 3: Paracas — Ilhas Ballestas — sobrevoo das Linhas de Nazca

Altitude: Nível do mar

Passeio de barco matinal para as Ilhas Ballestas (S/60–80 para o tour de 2 horas no porto de Paracas). As ilhas são o ponto de concentração de fauna acessível do Peru: milhares de pinguins-de-Humboldt, alcatrazes peruanos, alcatrazes-de-pés-azuis, pelicanos, leões-marinhos e, na estação, cóndores dos Andes vizinhos ocasionalmente planando em correntes térmicas costeiras. Não é permitido desembarcar (para proteger os ninhos), mas o barco motorizado circula em torno dos grupos de ilhas de perto.

À tarde, uma das opções: (a) Sobrevoar as Linhas de Nazca pelo aeroporto de Pisco ou Ica (avião pequeno, voo de 30 a 45 minutos, $100–150 USD por pessoa). As linhas — o beija-flor, a aranha, o cóndor, o astronauta — são genuinamente visíveis do ar e genuinamente misteriosas. Reserve com antecedência; os operadores disponíveis incluem AeroParacas e AeroPisco. Atenção: os voos de avião pequeno são agitados e não são indicados para quem tem forte enjoo. (b) Ir de carro de Paracas para Ica para visitar o oásis de Huacachina e as dunas de areia — uma paisagem desértica marcante com sandboard e passeios de buggy (S/60–100 por pessoa). O tour de dia a Paracas, Ica e Huacachina combina esses elementos de forma eficiente.

Retorne a Paracas para a noite. Ou siga para Ica se preferir uma base diferente para o sobrevoo de Nazca no terceiro dia.


Dia 4: Paracas — Arequipa de avião ou ônibus

Altitude: 2.335 m (Arequipa)

De Paracas, pegue o ônibus de volta para Lima (4 horas) e voe Lima–Arequipa (1 hora, S/180–300); ou pegue um ônibus noturno direto Lima–Arequipa (aproximadamente 14 horas, S/80–150 em ônibus cama). O ônibus noturno é uma opção legítima para viajantes conscientes do orçamento — o serviço cama da Cruz del Sur é confortável — mas consome a maior parte do quarto dia. O avião é mais rápido e é a escolha padrão num roteiro de duas semanas.

Arequipa é a segunda cidade do Peru, construída em pedra vulcânica branca (sillar) do vulcão Misti, que domina o horizonte atrás dela. A cidade fica a 2.335 m — confortavelmente abaixo de Cusco, fácil de aclimatar e genuinamente bonita. O centro histórico (lista do Patrimônio UNESCO) gira em torno da Plaza de Armas, ladeada pela Catedral e pela Igreja Jesuíta de La Compañía. O Monastério de Santa Catalina (S/60, aberto diariamente, reserve 2 horas) é um dos complexos religiosos mais extraordinários da América do Sul — uma cidade dentro de uma cidade, com claustros pintados e quatro séculos de vida conventual preservados intactos.

Noite: a cena de restaurantes de Arequipa ao redor da praça e no bairro de San Lázaro oferece excelente fusão andina-costeira contemporânea. O prato local é rocoto relleno (pimenta picante recheada com carne e queijo) — peça.


Dia 5: Arequipa — Cânion do Colca

Altitude: 2.335 m (Arequipa) a 3.600–4.900 m (travessia da estrada) a 3.270 m (Chivay)

O Cânion do Colca fica a três a quatro horas de estrada de Arequipa, atravessando puna em alta altitude e cruzando o Passo de Patapampa (4.910 m) — o ponto mais alto deste roteiro, comparável apenas ao Vinicunca mais adiante. A estrada serpenteia por paisagem vulcânica e zonas úmidas andinas (bofedales) onde vicunhas e flamingos são avistados com frequência.

O tour de 2 dias ao Cânion do Colca cobre a estrutura de dois dias que faz sentido para este sítio: a primeira tarde em Chivay (3.270 m) aclimatizando e visitando as termas locais; e o segundo dia de manhã cedo no mirante Cruz del Cóndor para a atividade dos cóndores nas correntes térmicas. A Cruz del Cóndor é o melhor ponto de observação de cóndores no Peru — os cóndores (envergaduras de até 3,2 m) aproveitam as correntes térmicas matinais do cânion das 8h às 10h diariamente.

Onde se hospedar em Chivay: Colca Lodge (S/600–900, piscinas termais) é a opção de destaque. Opções intermediárias em Chivay: S/200–400. Pousadas básicas ao redor da praça: S/80–150.


Dia 6: Cruz del Cóndor — retorno a Arequipa — Puno

Faixa de altitude: 3.270 m a 3.820 m (Puno)

Amanhecer na Cruz del Cóndor (acorde às 4h30–5h, chegue ao mirante às 6–7h). O cânion tem 3.400 m de profundidade neste ponto — mais profundo do que o Grand Canyon em algumas medições, embora a escala pareça diferente porque as paredes são mais afastadas. Os cóndores são confiáveis pela manhã; chegadas antes das 9h veem a maior atividade nas correntes térmicas.

Após a sessão de cóndores, dirija de Chivay em direção a Puno. A estrada cruza o altiplano alto e passa por pequenas aldeias andinas. O tour de 2 dias do Colca geralmente o deixa em Puno à tarde; alternativamente, pegue um ônibus de Chivay para Puno de forma independente (S/30–50 van compartilhada, 3 a 4 horas).

Faça o check-in em Puno. A cidade a 3.827 m é mais alta do que Cusco; se você estiver em altitude há dois dias na área do cânion, isso deve ser manejável. Jantar à beira do lago em Puno.


Dia 7: Lago Titicaca — Uros e Taquile

Altitude: 3.820 m

Tour de barco de dia completo no porto de Puno no tour de dia completo às ilhas flutuantes dos Uros e Taquile. As ilhas dos Uros (de 30 a 45 minutos do porto) são construídas inteiramente de totora seca — as ilhas flutuam, são renovadas à medida que a base apodrece e sustentam comunidades permanentes. O artesanato e a lógica da construção são notáveis.

A Ilha Taquile (de 3 a 4 horas de Uros) se ergue do lago como um morro. A comunidade aqui é famosa pelas suas tradições têxteis — os homens tecem enquanto as mulheres fiam, e a qualidade do trabalho obteve o reconhecimento UNESCO. O almoço num restaurante familiar na ilha geralmente está incluído. Os jardins em terraços na encosta, as ruínas pré-incas no cume e as vistas dos Andes bolivianos visíveis no horizonte num dia claro tornam este um dos sítios genuinamente emocionantes do sul do Peru.

Retorno a Puno à noite.


Dia 8: Puno — Cusco (ônibus Ruta del Sol)

Faixa de altitude: 3.820 m a 3.400 m Tempo de viagem: 8–9 horas

O ônibus turístico Ruta del Sol circula entre Puno e Cusco em ambas as direções. Hoje você percorre a direção Puno–Cusco, com paradas no Museu de Pukara, no Passo de La Raya (4.335 m), em Raqchi (Templo de Wiracocha — construção inca monumental) e na Igreja de Andahuaylillas (a «Capela Sistina das Américas», interior pintado de época colonial). Parte de Puno por volta das 7–8h, chegando a Cusco às 16–17h.

Chegue a Cusco. Faça o check-in no hotel. Cusco a 3.400 m vai parecer levemente mais baixa do que Puno após o sétimo dia; o cansaço de altitude ainda pode estar presente, mas o pior deve ter ficado para trás. Jantar leve no centro histórico, cama cedo.


Dia 9: Cidade de Cusco — Qorikancha, San Blas, Sacsayhuamán

Altitude: 3.400 m

Dia completo em Cusco. Manhã: Qorikancha (S/15) e a Catedral na Plaza de Armas (S/25). O interior colonial da Catedral e a conversão visível de inca para colonial do Qorikancha juntos dão a lição de história definitiva de Cusco. Suba até San Blas para o bairro dos artesãos e o púlpito entalhado.

À tarde: o tour de meio período pela cidade cobre Sacsayhuamán, Q’enqo, Puca Pucara e Tambomachay em 3 a 4 horas com guia e transporte (S/180–280 para um tour guiado, ou caminhe de forma independente com o Boleto Turístico, S/70 parcial). Sacsayhuamán sozinho — a escala das pedras, a precisão do encaixe, o design em zigue-zague — recompensa a tarde completa guiada.


Dia 10: Vale Sagrado — pernoite em Ollantaytambo

Altitude: 2.800 m

Transfira-se para o Vale Sagrado para um dia completo. O tour de dia completo pelo Vale Sagrado cobre Pisac (ruínas e/ou mercado), salinas de Maras e Moray. Estes sítios são genuinamente diferentes de tudo o que foi visto até agora no roteiro — os terraços em tigelas circulares de Moray, a cascata branca de sal das salinas de Maras e as ruínas no cume de Pisac são distintivamente incas e menos visitadas do que Machu Picchu.

Pernoite em Ollantaytambo para facilitar o acesso ao trem para Machu Picchu cedo no décimo primeiro dia.


Dia 11: Machu Picchu

Altitude: 2.040–2.700 m

Trem cedo de Ollantaytambo para Aguas Calientes (90 minutos). Ônibus para a cidadela (S/36 na ida). Dia completo em Machu Picchu — a combinação de trem e ingresso cobre os dois. Circuito 2 para o setor principal; Circuito 1 se preferir os terraços agrícolas e o mirante clássico.

Retorno a Cusco de trem à noite e ônibus de conexão. Jantar em Cusco — última noite no Peru para a maioria dos viajantes neste roteiro.


Dias 12–13: Extensão em Cusco ou retorno antecipado a Lima

Dois dias livres em Cusco permitem: tour de dia a Rainbow Mountain (saída às 3h, veja o guia completo de Rainbow Mountain), o tour de dia ao Lago Humantay, uma aula de culinária, ou uma segunda passagem mais calma pelos sítios da cidade.

Alternativamente, voe Cusco–Lima no décimo segundo dia para duas noites finais em Lima antes da partida internacional — a cena boêmia de restaurantes e bares do Barranco, o Museu Larco ou um último almoço de ceviche em Miraflores.


Dia 14: Lima — partida internacional

Altitude: Nível do mar

O Aeroporto Jorge Chávez exige de 2 a 3 horas antes das partidas internacionais. Táxi de Miraflores: S/50–70. A maioria das partidas de longa distância de Lima é à noite.


Visão geral do orçamento (por pessoa, 14 noites)

CategoriaIntermediário (USD)
Hospedagem (13 noites)$650–1.200
Voos domésticos (Lima–AQP + CUZ–LIM)$180–360
Trem + ingresso Machu Picchu$110–140
Tours guiados (Colca, Titicaca, Ruta del Sol, Vale Sagrado)$250–500
Atividades Paracas/Nazca$100–200
Refeições (14 dias)$560–840
Transporte local, táxis$120–200
Total por pessoa$1.970–3.440

Logística principal

Reserva de voos: Reserve os voos domésticos Lima–Arequipa e Cusco–Lima (ou Juliaca–Lima) quando reservar o bilhete internacional. A disponibilidade na alta temporada estreita 8 a 12 semanas antes da viagem.

Ingressos para Machu Picchu: Reserve em tuboleto.cultura.pe o mais cedo possível. Veja como evitar ingressos falsos para Machu Picchu para os erros de compra mais comuns.

Perfil de altitude: A altitude sobe e desce ao longo deste roteiro — Paracas (nível do mar), Arequipa (2.335 m), Passo de Patapampa (4.910 m), Colca (3.270 m), Puno (3.827 m), Cusco (3.400 m), Machu Picchu (2.430 m). Leia o guia de mal de altitude em Cusco para um guia completo de como gerenciar a ascensão. A regra principal: nunca voe diretamente do nível do mar para um destino em alta altitude se puder evitar; a progressão Lima–Arequipa–Colca–Puno neste roteiro é a abordagem mais sólida possível para as altitudes do sul do Peru.

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